Um pouco de humor...
08 fevereiro 2010
31 janeiro 2010
"Foguerons de sa Pobla a Gracia" as imagens
A noite passada a atmosfera da Vila de Grácia, as pessoas e as suas roupas, impregnaram-se do fumo das fogueiras, do calor das brasas e do espírito "Mallorquí". Ontem foi noite de Foguerons de Sa Pobla em Grácia (seguir o link para saber mais sobre a origem desta festividade).




22 janeiro 2010
Mais uma receita do mais fácil que há.
Leva 4 ingredientes faz-se em 20min máximo.
Couve roxa cortada em juliana fina, uma cabeça de alho bem picada, dois ramos de tomilho, um queijo forte, tipo Gorgonzola ou uma das suas variedades e um bom esparguete.
Põe-se o esparguete a cozer e entretanto numa frigideira ao lado vão-se refogando o alho e a couve num pouco de azeite a meio gás, adicionar sal e pimenta a gosto; passado uns minutos entram os ramos de tomilho, reduzir o fogo. Escorrer a massa quando estiver cozida e adiciona ao preparado anterior. Agora é a vez do queijo entrar aos bocados.
Servir imediatamente e desfrutar.
14 janeiro 2010
De um prato a que na Grécia chamam “fava”
Tive a sorte de provar uma coisa fantástica no outro dia. Especialidade grega, simples e do mais saboroso. Perguntei o que era:
Puré de “fava”.
Fava?! FAVA??! Mas isso é português e que eu saiba não tem nada a ver com isto… leva um chouriço, um alhinho e louro e blá blá…
Pois não sei o q é fava no teu país, mas aqui é uma leguminosa que cozes e depois passas pelo 1,2,3 e fica este puré.
Humm… ok. Mas é assim tipo um feijão gordo e verde com uma película por fora?
Não! É mais bem pequeno e de cor amarelada.
Uma lentilha?!
Tb não, é diferente.
Ok. Então amanhã vamos ao supermercado comprar que eu quero saber o que é.
Qd digo que é cozer e fazer puré não estou a simplificar; é literalmente cozer e fazer puré, sem mais condimentos que não seja o sal. Era um prato de pobres que parece que ultimamente se pôs na moda. É fácil perceber pq. O sabor não olha a classes.
SURPREENDENTE.
Puré de “fava”.
Fava?! FAVA??! Mas isso é português e que eu saiba não tem nada a ver com isto… leva um chouriço, um alhinho e louro e blá blá…
Pois não sei o q é fava no teu país, mas aqui é uma leguminosa que cozes e depois passas pelo 1,2,3 e fica este puré.
Humm… ok. Mas é assim tipo um feijão gordo e verde com uma película por fora?
Não! É mais bem pequeno e de cor amarelada.
Uma lentilha?!
Tb não, é diferente.
Ok. Então amanhã vamos ao supermercado comprar que eu quero saber o que é.
Qd digo que é cozer e fazer puré não estou a simplificar; é literalmente cozer e fazer puré, sem mais condimentos que não seja o sal. Era um prato de pobres que parece que ultimamente se pôs na moda. É fácil perceber pq. O sabor não olha a classes.
SURPREENDENTE.
05 janeiro 2010
06 outubro 2009
Há um tipo de negócio ao qual sou incapaz de resistir, os alfarrabistas. Poucas foram as vezes que passei por uma destas lojas e consegui resistir àquela vontade irresistível que nos empurra para dentro e nos impele a perscrutar aqueles livros, uns mais velhos que outros, carregados de pó, inclinando a cabeça ora para a direita ora para a esquerda, consoante a orientação da lateral do livro, tentando intuir o conteúdo pelo título.
Foi assim que em Tomar, há pouco mais de uma semana, encontrei numa esquina um destes alfarrabistas, e claro está, deixei os colegas à espera enquanto eu entrava e dava uma vista de olhos, supostamente rápida. Acontece que logo me deparei com a secção de gastronomia e com um encarregado conhecedor do que tem (o que não é todos os dias). Ao ver que me interessava por este tema aproximou-se oferecendo um comentário sobre os livros presentes na prateleira. Escolhi um primeiro, que nos leva aos anos de 1900 e nos apresenta uma revisão exaustiva das obras publicadas na época sobre cozinha (“Comeres de 1900” de Sónia Monteiro da Colares editora) para além de um conjunto de receitas no mínimo curiosas. Já a caminho da porta de saída, levantou-se e disse-me “Lembrei-me agora de outro livro que certamente lhe interessará” e foi assim que da aparte de trás sacou um livro intitulado “Portugal em verso & mesa” de Adélia de Albuquerque, Seara Nova Editores. Abri-o e logo se me deparou a receita do mais que português “CALDO VERDE”… em verso; e dizia assim:
Coloque em água e sal
As batatas já cortadas
As cebolas fatiadas
Tudo a ferver por igual
Até ficar bem cozido
Faça um puré bem fluido
E ponha a couve cortada
Muidinha e de bom viço
Na panela destapada
E acrescente um chouriço.
Quando tirar da panela
Ponha azeite com cuidado
Sirva na malga ou na tigela,
Este caldo decantado
Por reis de muita coroa.
Corte o chouriço em rodela
Sirva a cada convidado
Com um pedaço de broa;
E no fim canta-se o fado
Mesmo à moda de Lisboa.
Afinal levei dois.
10 setembro 2009
Brasil país irmão.
Ontem. Eram 18.30 e comecei a pensar que se calhar não seria má ideia ir ver o jogo da selecção. Gosto de bola, mas ultimamente ando meio exasperado com a equipa das quinas. É que sou portista e ando mal habituado... Mas enfim como me tinham dito no outro dia, “Pode ser que seja o último...”.
Como em casa não há RTPi comecei logo ali a fazer telefonemas para vários sítios e colegas, a ver quais seriam as possibilidades. Descartando umas por isto outras por aquilo, surgiu a hipótese de ir a um pequeno bar brasileiro de nome “O Cantinho Brasileiro” por onde já tinha passado há uns 3 ou 4 anos que não me tinha chamado muito a atenção mas que, e isso é que interessava, passaria o jogo contra os Húngaros. A casa era pequena, apertada até, escura, cheiro impregnado de tabaco, etcetc.. o que não a fazia nada convidativa. Mas o compincha da bola com quem contava mandar umas bocas já lá estava à espera e portanto não havia nada a fazer. Depois de 25 min às voltas com o comando e finalmente sintonizar o canal desejado lá veio o turno dos pedido para acalmar a ligeira impaciência com os artistas da redondinha
Saiu um fino e a pergunta
- Então e para comer há alguma coisa especial?”
- Mosso olha só aqui os salgadinhos. Fresquinhos, feitos esta manhã. Tem bôlinho de cárne, de cámárão, de paumito, tem côxinha dji frangoe… é só escolhê!!
-Ok, então, dê-me um de carne e uma coxinha de frango.
Neste momento passavam-me imagens de um filme que vi chamado ”Estômago” e de uma frase de um os personagens quando o protagonista, que era cozinheiro, o tentou convencer a guardar um quilo de queijo gorgonzola numa cela de uma prisão. “Gorgon.. quê, gorgonzloa o cáralho, mete essa pôrra lá na janela. E o que é que o filme tem a ver com a situação de ontem? Pois o dito cozinheiro fazia umas coxinhas de frango que foram capazes de enganar uma prostituta que mais tarde viria a ser a sua perdição.
Pois a seguir veio um de camarão e mais duas de coxinhas. Tava mesmo bom. Melhor do que o resultado de Portugal, o que não é nada fácil, já cometemos a proeza de finalmente ganhar um jogo. Pela margem mínima, isso sim ;)
Fica na Carrer Ample 43 em Barcelona.
Ontem. Eram 18.30 e comecei a pensar que se calhar não seria má ideia ir ver o jogo da selecção. Gosto de bola, mas ultimamente ando meio exasperado com a equipa das quinas. É que sou portista e ando mal habituado... Mas enfim como me tinham dito no outro dia, “Pode ser que seja o último...”.
Como em casa não há RTPi comecei logo ali a fazer telefonemas para vários sítios e colegas, a ver quais seriam as possibilidades. Descartando umas por isto outras por aquilo, surgiu a hipótese de ir a um pequeno bar brasileiro de nome “O Cantinho Brasileiro” por onde já tinha passado há uns 3 ou 4 anos que não me tinha chamado muito a atenção mas que, e isso é que interessava, passaria o jogo contra os Húngaros. A casa era pequena, apertada até, escura, cheiro impregnado de tabaco, etcetc.. o que não a fazia nada convidativa. Mas o compincha da bola com quem contava mandar umas bocas já lá estava à espera e portanto não havia nada a fazer. Depois de 25 min às voltas com o comando e finalmente sintonizar o canal desejado lá veio o turno dos pedido para acalmar a ligeira impaciência com os artistas da redondinha
Saiu um fino e a pergunta
- Então e para comer há alguma coisa especial?”
- Mosso olha só aqui os salgadinhos. Fresquinhos, feitos esta manhã. Tem bôlinho de cárne, de cámárão, de paumito, tem côxinha dji frangoe… é só escolhê!!
-Ok, então, dê-me um de carne e uma coxinha de frango.
Neste momento passavam-me imagens de um filme que vi chamado ”Estômago” e de uma frase de um os personagens quando o protagonista, que era cozinheiro, o tentou convencer a guardar um quilo de queijo gorgonzola numa cela de uma prisão. “Gorgon.. quê, gorgonzloa o cáralho, mete essa pôrra lá na janela. E o que é que o filme tem a ver com a situação de ontem? Pois o dito cozinheiro fazia umas coxinhas de frango que foram capazes de enganar uma prostituta que mais tarde viria a ser a sua perdição.
Pois a seguir veio um de camarão e mais duas de coxinhas. Tava mesmo bom. Melhor do que o resultado de Portugal, o que não é nada fácil, já cometemos a proeza de finalmente ganhar um jogo. Pela margem mínima, isso sim ;)
Fica na Carrer Ample 43 em Barcelona.
13 julho 2009
Fechar os olhos e recordar.
Há momentos que por razões puramente orgânicas e desconhecidas nos ficam registados na memória sendo que como é óbvio parte deles têm a ver com fracções de tempo em que as papilas se viram estimuladas.
O primeiro terço da minha vida passou-se (e que bem se passou) em África, mais concretamente na actual Republica Democrática do Congo ou ex-Zaire. Fertilidade é o que me invoca aquele ar húmido, quente, tropical, carregado de cheiros de vida, orgânicos. O calor que se faz sentir certamente ajudará à propagação desses odores que sem dúvida marcam qualquer um que por lá tenha passado. Imaginem a qualidade dos produtos desta terra, nem era preciso ir ao supermercado ou ao mercado, os vendedores ambulantes vinham a casa.
Por estes dias e enquanto lia um livro já referenciado num dos post`s anteriores lembrei-me de um desses momentos de que vos falava. De repente veio-me à cabeça a primeira vez que emborquei (literalmente) uma muamba de galinha. Digo emborquei porque na altura devia andar pelos 8-9 anos e devia pesar uns bons 10 Kg a mais do que recomenda a OMS. Lembro-me ainda de ser descrito por uma conhecida (ou seria desconhecida) como “Gordo e anafado”, hehe. Enfim outros tempos. Vamos à muamba que é o que interessa. Aconteceu num local de ócio domingueiro nas margens de um dos pequenos afluentes do poderoso Rio Zaire. Cada grupo ocupava uma palhota onde à mesa os “grandes” passavam tranquilamente o dia, enquanto os miúdos brincavam na margem do rio. Lembro-me perfeitamente da areia, a água acastanhada que corria, da pequena cascata que se formava entre dois pedregulhos e que dava o nome ao local, “Les petits chutes”, foi também aqui que perdi os meus primeiros óculos de mergulho.
A muamba zairense é diferente da muamba angolana pelo que pude averiguar. No ex-império de Mobutu consistia num estufado de galinha lentamente guisado numa polpa de frutos de palmeira ao qual certamente se adicionariam outros produtos. A dita polpa conseguia-se pelo esmagamento num pilão enorme de uma determinada quantidade dos ditos frutos. Essa pasta depois é utilizada para fazer o saboroso molho que dará identidade ao prato. Outros pormenores não posso acrescentar, porque na altura depois de terminado o prato a preocupação maior era saber quando o poderia comer outra vez.
O primeiro terço da minha vida passou-se (e que bem se passou) em África, mais concretamente na actual Republica Democrática do Congo ou ex-Zaire. Fertilidade é o que me invoca aquele ar húmido, quente, tropical, carregado de cheiros de vida, orgânicos. O calor que se faz sentir certamente ajudará à propagação desses odores que sem dúvida marcam qualquer um que por lá tenha passado. Imaginem a qualidade dos produtos desta terra, nem era preciso ir ao supermercado ou ao mercado, os vendedores ambulantes vinham a casa.
Por estes dias e enquanto lia um livro já referenciado num dos post`s anteriores lembrei-me de um desses momentos de que vos falava. De repente veio-me à cabeça a primeira vez que emborquei (literalmente) uma muamba de galinha. Digo emborquei porque na altura devia andar pelos 8-9 anos e devia pesar uns bons 10 Kg a mais do que recomenda a OMS. Lembro-me ainda de ser descrito por uma conhecida (ou seria desconhecida) como “Gordo e anafado”, hehe. Enfim outros tempos. Vamos à muamba que é o que interessa. Aconteceu num local de ócio domingueiro nas margens de um dos pequenos afluentes do poderoso Rio Zaire. Cada grupo ocupava uma palhota onde à mesa os “grandes” passavam tranquilamente o dia, enquanto os miúdos brincavam na margem do rio. Lembro-me perfeitamente da areia, a água acastanhada que corria, da pequena cascata que se formava entre dois pedregulhos e que dava o nome ao local, “Les petits chutes”, foi também aqui que perdi os meus primeiros óculos de mergulho.
A muamba zairense é diferente da muamba angolana pelo que pude averiguar. No ex-império de Mobutu consistia num estufado de galinha lentamente guisado numa polpa de frutos de palmeira ao qual certamente se adicionariam outros produtos. A dita polpa conseguia-se pelo esmagamento num pilão enorme de uma determinada quantidade dos ditos frutos. Essa pasta depois é utilizada para fazer o saboroso molho que dará identidade ao prato. Outros pormenores não posso acrescentar, porque na altura depois de terminado o prato a preocupação maior era saber quando o poderia comer outra vez.
10 julho 2009
Som do telemóvel a tocar....
Tudo começa com um telefonema ao início da semana, o tom de voz é familiar e a pergunta não costuma variar muito, “Holá José! Este final de semana estás livre?” dão-te ma morada, uma hora e por vezes até uma password…
Dito assim mais parece que estamos a ser convocado para mais uma reunião secreta estilo “Eyes wide shut” para tocarmos um piano de venda nos olhos, ou nos tempos que correm para umas das ego-festas Berlusconianas…
Não, não é nada disso. Há um ano atrás e algo saturado da minha rotina de taxónomo e necessitado de algo mais pragmático resolvi candidatar-me a uns quantos postos de trabalho de ajudante de cozinha; acabei a trabalhar num catering. De casamentos a festas de grupo, de congressos a feiras dos mais diferentes produtos. Lá vamos nós com caixas e caixas de canapés, entradas, pratos principais e sobremesas…
Até hoje o maior evento em que tinha participado era de 183 pessoas mais 4 crianças e tinha sido bastante caótico porque o responsável de turno era um gajo que de cozinha percebia bastante mas de gestão de tempo e grupos era pior que o Hulk a dançar sevilhanas…
Pois ontem foi diferente, não era fim de semana e os comensais eram 1700!! Imaginem a quantidade de tostinhas de Roquefort com cebola confitada me passaram pelas mãos, blinis de salmão com rebentos de soja, coca de esqueixada, coca de vegetais, barrinha de massa folhada envolvida no mais fino lençol de jabugo, croquetes de rovellons, brandada de bacallá, paellas, fideos, saladinha disto saladinha daquilo, e por aí fora…
Mas o mais interessante era o ambiente dentro da cozinha. Uns 20 personagens qual deles o mais particular a tentar seguir as instruções de um cheff. Ali há de tudo, desde biólogos como eu, a estudantes de moda, paquistaneses de passagem, aspirantes a cheff, actores que não passaram da figuração, e muita gente que em tempos de crise tem que completar a mesada para poder pagar a prestação da casa, que acreditem aqui sai pelos olhos da cara.
Se normalmente há um cheff, ontem eram 5 cheffs normais (todos com a sua área de acção bem delimitada) e um cheff napoleónico, daqueles que quando abre a boca todos calam. Uma orquestra de pedidos (mais bem ordens) que tinham um tempo de resposta curto a bem do subalterno… A paródia era garantida para quem consiga acompanhar o ritmo.
O momento ocorreu às 21.45 quando a maior azáfama já tinha passado e o dito chefe dos cheffs, aparece com um tabuleiro carregadinho de chávenas de café com qualquer coisa que parecia um capuccino. Parou à entrada da cozinha e vociferante, ordenou um descanso de 3 minutos (180 segundos), fosse qual fosse a urgência do prato que tínhamos à nossa frente, e um por um foi passando por todos e deixando uma das chávenas.
“Bom trabalho, prova isto, desfruta e prepara-te porque a seguir há que arrumar esta •$%#@! toda”. Acabamos eram 1.15 da mañana.
Pelo que pude averiguar faz-se assim. Uma chávena de café, uma pequena bola de gelado de chocolate, coberto por uma espuma de Bayley´s … deve beber-se de “um trago”… ou sorver bem devagar…
Dito assim mais parece que estamos a ser convocado para mais uma reunião secreta estilo “Eyes wide shut” para tocarmos um piano de venda nos olhos, ou nos tempos que correm para umas das ego-festas Berlusconianas…
Não, não é nada disso. Há um ano atrás e algo saturado da minha rotina de taxónomo e necessitado de algo mais pragmático resolvi candidatar-me a uns quantos postos de trabalho de ajudante de cozinha; acabei a trabalhar num catering. De casamentos a festas de grupo, de congressos a feiras dos mais diferentes produtos. Lá vamos nós com caixas e caixas de canapés, entradas, pratos principais e sobremesas…
Até hoje o maior evento em que tinha participado era de 183 pessoas mais 4 crianças e tinha sido bastante caótico porque o responsável de turno era um gajo que de cozinha percebia bastante mas de gestão de tempo e grupos era pior que o Hulk a dançar sevilhanas…
Pois ontem foi diferente, não era fim de semana e os comensais eram 1700!! Imaginem a quantidade de tostinhas de Roquefort com cebola confitada me passaram pelas mãos, blinis de salmão com rebentos de soja, coca de esqueixada, coca de vegetais, barrinha de massa folhada envolvida no mais fino lençol de jabugo, croquetes de rovellons, brandada de bacallá, paellas, fideos, saladinha disto saladinha daquilo, e por aí fora…
Mas o mais interessante era o ambiente dentro da cozinha. Uns 20 personagens qual deles o mais particular a tentar seguir as instruções de um cheff. Ali há de tudo, desde biólogos como eu, a estudantes de moda, paquistaneses de passagem, aspirantes a cheff, actores que não passaram da figuração, e muita gente que em tempos de crise tem que completar a mesada para poder pagar a prestação da casa, que acreditem aqui sai pelos olhos da cara.
Se normalmente há um cheff, ontem eram 5 cheffs normais (todos com a sua área de acção bem delimitada) e um cheff napoleónico, daqueles que quando abre a boca todos calam. Uma orquestra de pedidos (mais bem ordens) que tinham um tempo de resposta curto a bem do subalterno… A paródia era garantida para quem consiga acompanhar o ritmo.
O momento ocorreu às 21.45 quando a maior azáfama já tinha passado e o dito chefe dos cheffs, aparece com um tabuleiro carregadinho de chávenas de café com qualquer coisa que parecia um capuccino. Parou à entrada da cozinha e vociferante, ordenou um descanso de 3 minutos (180 segundos), fosse qual fosse a urgência do prato que tínhamos à nossa frente, e um por um foi passando por todos e deixando uma das chávenas.
“Bom trabalho, prova isto, desfruta e prepara-te porque a seguir há que arrumar esta •$%#@! toda”. Acabamos eram 1.15 da mañana.
Pelo que pude averiguar faz-se assim. Uma chávena de café, uma pequena bola de gelado de chocolate, coberto por uma espuma de Bayley´s … deve beber-se de “um trago”… ou sorver bem devagar…
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